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Volume I-V: Secção E (principal)
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Jardins Proibidos
Ficha Técnica
       
              
                 

                 Publicações multimédia em Medicina Veterinária


Geralmente as sátiras e o humor satírico têm como objectivo evitar ou atrasar / provocar ou acelerar mudanças; Ou simplesmente, surgem como forma de filosofia explícita ou implícita.




Concilium Scientificus Univers(it)alis -  Ars est celare artem (A arte está em esconder a arte)
Veterinaria.com.pt 2009; Vol. 1 Nº 2: jp7 (publicado em 01 de agosto de 2009)
João Simões

Portugal dos pequenitos (obra do médico Bissaya Barreto - Coimbra) ou Portugal dos pequeninos? Não fosse as implicações para os alunos ou o estado em que se encontra ou possa vir a deteriorar o sonho Europeu, não valeria a pena ter escrito esta sátira sobre a instrumentalização da clássica Tecnocracia ou se quisermos o uso da Epistemologia (!!!). O poder pode definir-se como a capacidade de obrigar os outros a fazerem o que legitimamente não querem. Quando contrariado, recorrem-se a ameaças variadas e reiteradas; primeiro veladas, depois anonimamente explícitas e finalmente quando reina sentimentos de impunidade não existe necessidade de anonimato! A alguns, neste país que se quer evoluído, falta acordarem com uma cabeça fresca de cavalo ao lado, na cama, literalmente…  E mais triste, ainda,  é o comportamento de pessoas normais, que em autêntica alcateia, cometem ou anuem em actos dolosos, por vezes contra si próprios ou sua família… na expectativa de limitar danos ou de obter mais valias posteriores, pelo menos para um dos membros. Deviam ser os (ditos) mais eruditos a dar o exemplo. Foi o que vimos até hoje, por norma? Preferem-se joguetes palacianos, já tão conhecidos de todos nós. Aproveita-se as mudanças para reforçar o poder. E se não existirem, inventam-se. Tal como o político que após prometer a ponte teve de fazer (a promessa do) o rio… Hoje, a Norte, como estamos? Uma das 30 regiões mais pobre da Europa, quando antes da invasão chinesa era motor económico do país assente em mão de obra barata… E a sub-região de Trás-os-Montes é a mais pobre de todas! A etnia cigana, pela sua natureza nómada em vários países, sempre me despertou atenção. Lembro-me em tempos idos de, em Vila Real, prestar cuidados veterinários aos seus cavalos, geralmente por surgimento de cólicas e em segundo lugar claudicações de origem diversa, o que me permitiu um maior conhecimento "in situs"dos seus hábitos tradicionais: Patriarcado, em que as mulheres trabalham (venda ambulatória, etc.) enquanto o homem negoceia (muitas vezes os cavalos) ou joga. De vastas dezenas de casos vistos nunca houve problemas com aquela malta. Mais recentemente, conheci um, simpático e já idoso, em Mirandela, cujo lema era: “Existe somente um tipo de burro neste país, aquele que trabalha!”. O trabalho e a sua organização, associado ao direito à legitima propriedade privada é, como sabemos, o motor gerador de riqueza das sociedades ditas evoluídas. Daí ficar aturdido com tal afirmação. O “pobre homem” (mas sentia-se que vivia satisfeito com a sua existência) acabou por morrer num acidente de viação provocado pela descida de um daqueles veículos motorizados de 4 rodas, inventados para idosos (com dinheiro) de 60-80 anos sem carta de condução, em direcção ao local onde costumava estar sentado. Afirmam alguns, que o bom homem se atirou, por medo, para o outro lado do muro “do seu jardim”, tendo a queda superior a 3 metros provocado a sua morte… Hoje, sabendo que definições como Honra, Vergonha ou Dignidade existem somente em quem as sente, lembrei-me das suas palavras. Pessoas dignas requerem comportamentos dignos. Os próximos tempos, e na nossa área (do ensino e da veterinária) iremos assistir, infelizmente, a maiores desgastes e malabarismos disfarçados de sucessos. É com enorme tristeza que vemos cada vez mais vendas e desmantelamentos de explorações pecuárias. Talvez os tempos sejam de dar banhos de algas aos animais numa medicina estética (não confundir com plástica). Ainda veremos médicos a mudar fraldas em alas geriátricas ou em casas de reformados do Norte … da Europa. Que quando tiverem de ser submetidos a intervenção cirúrgica apanharão o primeiro avião… Entretanto, usaremos os produtos médicos e tecnológicos made in China (pela sua dimensão e especificidade social) ou em países de leste, alguns da EU. Temos todas as razões para sermos Europeístas convictos. No nosso (meu) caso à Europa devemos a nossa formação no nível básico e em formação superior avançada.  A isso juntamos a nossa natural aptidão multidisciplinar e multirracial. Mas parece-nos existir actualmente um certo revivalismo feudal europeu expressado nas então caçadas a cavalo. A isso alguns (ditos) eruditos lusos aspiram. Resta saber quem se presta a desempenhar os papéis dos Lordes, Cavalos, Matilhas, Lacaios e Raposas (Alcateias também?). Estas tendências serão passageiras nos países de maior dimensão. E em Portugal? Apoiaremos os pequenitos ou os pequeninos? Quanto a nós achamos mais útil, neste tempo de férias, publicar uma amostra multimédia da “Noite dos Bombos” das festas de Mirandela 2009. Uma das Riquezas na região mais pobre da Europa. As origens filosóficas da teoria deste "meu" Cigano deveriam ser melhor estudadas!


São os Filhos da Nação … : Um País que Produz o que Consome é um País Rico! Veterinaria.com.pt 2009; Vol. 1 Nº 1: jp6 (publicado em 15 de Junho de 2009)
João Simões

Com a presente reflexão, damos por encerrado o 1º semestre do Volume I de Veterinaria.com.pt. Julgamos que o site cumpriu os seus objectivos em todas as suas vertentes. Aproveitaremos os próximos 2 meses para finalizar a catalogação do seu conteúdo, conforme compromisso assumido. Já não é a primeira vez que destacamos a opinião de que a agropecuária não vive somente das explorações profissionalizadas. Muitos cidadãos do mundo rural, mesmo os de maior sucesso no sector terciário (geralmente conectados com as forças vivas das regiões), mantêm ou desejam manter algumas cabeças de gado, muitas vezes para consumo próprio. Deixamos aqui o relato de uma recente ocorrência para os veterinários menos ambientados com estes assuntos: Dois cordeiros foram desmamados e a ovelha ordenhada à mão de forma a tentar evitar, neste caso sem sucesso, a mastite. Com o animal a claudicar (laminites) e anoréxico, o proprietário administrou-lhe antibiótico, e como conhecedor das medidas assépticas lá ia fervendo as agulhas metálicas hipodérmicas, que como é óbvio iam perdendo a sua capacidade perfurante por uso repetido e perda da capacidade cortante do bísel mesmo usando o calor húmido da fervura, de modo a conter os custos... O animal recuperou da mamite e da laminite. No entanto, surgiu edema na zonal peitoral, associado a crepitação subcutânea por quase certo crescimento de microrganismos anaeróbios… local onde injectado o fármaco, o qual foi suficiente para não recuperação total do apetite. Diagnosticado e tratado, prevaleceu a gratidão e lá ficámos com a caixa de cerejas que, neste caso, não fez falta a certificação da sua origem e da sua produção biológica, por sabermos a sua proveniência. Assim (ainda) vai a qualidade de vida pelas nossas Terras. E cada um de nós, que continue a produzir na sua actividade profissional principal. Nessa, infelizmente, assume-se hoje mais que nunca falta de valores éticos, pese em muitos locais os autocontrolos e controlos oficiais, etc. Já abordarmos parte destas questões em forma de sátira e reflexão. Talvez muitas chefias intermédias, de opção de confiança política para persecução de programas tenham tido efeitos nefastos, nestas últimas décadas; mas não só. Muitas vezes, em primeira instância interessa a ocupação dos lugares a qualquer custo, de forma a manter sistemas tribais, programada com a devida antecedência em relação a reformas anunciadas, seja qual for o sector. Camufla-se bem o essencial e forjam-se os factos necessários, com perdas limitadas para garantir a veracidade e (tentar) desvanecer efeitos dolosos cometidos. Os próprios colaboracionistas são parcialmente sacrificados neste sistema amoral, seja qual for a sua posição... Esta pirâmide, quando existe, costuma ser sustentada por quem realmente acrescenta valia ao produto com o seu trabalho (tal como o parasita tem o cuidado de não matar o hospedeiro). Não será também por isso que alguns dos nossos concidadãos costumam ser mais produtivos quando emigram? É que todos gostam de receber o fruto correspondente ao seu trabalho e ao que constroem. Por cá, temos um enorme problema com a dívida externa (não produzimos, nem exportámos suficientemente aquilo que comemos…). Mas por lá, nem sempre persiste o Eldorado. Veja-se a actual situação do estado Americano da Califórnia (que do deserto fizeram jardins! Talvez só suplantados pelo estado Hebraico), cujo Governador apresenta medidas de combate proporcionais a uma autêntica bancarrota. Esta crise veio clarificar muitas situações extremas. No nosso cantinho, à beira mar plantado, cremos elaborados diagnósticos e direcções rumo ao futuro. Que “valores mais altos” não continuem eternamente a persistir, nem se destrua o que ainda funciona com sustentabilidade a troco do efémero; que a sociedade continue laica, mas não amoral. Não se venha depois pedir o dever de cidadania… Deixamos aqui uma parábola extremamente actual: O que esperaria de um hipódromo em que cavalos com mais-valia demonstrada eram obrigados, a meio da corrida, a recomeçá-la, para mais tarde serem comprados por uma parte irrisória do seu valor?
Trabalho Proveitoso e Boas Férias para Todos!

Os Seres Vivos, Uma Só Cirurgia e Uma só Ciência com Uma Só Voz?! Veterinaria.com.pt 2009; Vol. 1 Nº 1: jp5  (publicado em 11 de Junho de 2009)
João Simões

O objetivo das podas de renovação e rejuvenescimento é revitalizar as árvores velhas ou descuidadas, que não mostram uma produção abundante, mas cujos troncos e ramos principais estão sadios. Consiste na eliminação da folhagem e ramos secundários, deixando-se apenas o esqueleto dos ramos principais. Com isso, as brotações vegetativas que formarão a nova copa são estimuladas. Esse tipo de poda também se realiza quando se quer trocar a cultivar de mangueira, aproveitando o mesmo porta-enxerto (cavalo). A nova cultivar deve ser enxertada nos brotos emitidos depois da poda.” In: Agência de Informação Embraga; A Manga (o cultivo da Mangueira), acedido em http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Agencia22/AG01/arvore/AG01_85_24112005115224.html, 30 de Maio. Esta pesquisa, sobre podas de árvores, foi-nos espicaçada pelo facto de vermos olivais antigos que após a respectiva poda ficaram desnudados com o tronco e geralmente 3 ou 4 ramificações como mostra a fotografia. O aluno autodidacta de hoje é (ou devia ser) um aluno Bolonhês tutorado por conhecimento profundo do real, disseminado geograficamente, cujo precursor foi o Erasmus, no caso Europeu. Realmente, a renovação e o rejuvenescimento são ditados pelas exigências dos ecossistemas. Pode é o Homem, cortar mais aqui que acolá para que esses ecossistemas cresçam de acordo com a sua vontade e o seu domínio. E como ainda não encontrámos o elixir da imortalidade, lá se vai enxertando as velhas raízes com os “cavalos” pretendidos. E, se o olival começar a escassear, geralmente por falta de cuidados que requerem trabalho menos visível, é bem mais fácil enxertar o dos vizinhos, se possível nas oliveiras mais fortes (…) com vãs promessas de semi-glórias. Na sua impossibilidade, lá se terão de usar as mais fracas. Se não as houver, logo se terão de promover.  É óbvio que a solução idónea seria plantar novos olivais (os nossos parceiros há muito perceberam isso…). Mas isso seria um investimento a longo prazo, requerendo muito mais trabalho e cujos frutos embora gozados pela geração seguinte poderiam não comportar os “cavalos pretendidos” aumentando o risco de modificações do ecossistema (o que se faz em nome da ecologia!). Assim como assim, somos filhos da natureza e como esta dita as suas leis, sempre poderemos alegar usar as que mais nos interessam … culpando a bicharada (e se esta for da nossa, mais tarde lá serão recompensados os animais). Poderemos definir esta visão estratégica inovadora (já o diziam no tempo de Dom Afonso Henriques?) como o núcleo central de uma variante de organograma (para quem não sabe, é um organigrama) que definimos como o 3G, isto é, o ponto G dos orgasmogramas”. Liberdades de expressão de juventude na era das tecnologias… e não só… Devemos exercer a cidadania defendendo e impulsionando a nossa profissão, a nossa sociedade através de cooperação interprofissional, e praticar a solidariedade (As almas cristãs chamam-lhe caridade). É isto que um país pede ao seu povo. Mas com o (nosso) suor do trabalho de cada dia. Se alguma dúvida tivéssemos, lembramos aqui que o Presidente Obama (USA) repetiu o juramento de fidelidade ao seu país em acto oficial particular, para que não houvesse dúvidas (legais) quanto às suas decisões. Não é o único Presidente no mundo com este carácter (longe disso), mas não se pode negar que represente um ícone (não fosse a percepção real das ameaças ditadas pela globalização e pelo fim anunciado da era do petróleo, tal como a conhecemos… que o próprio inimigo vem de dentro). Foi (creio) o 4º Presidente dos USA a fazê-lo. É assim que os Norte-Americanos tentam enfrentar os novos desafios. E nós Europeus?! Voltando à (correcta) poda de árvores, não se esqueça: Consuma Mangas Brasileiras e Azeite Português. Não é a fórmula para a felicidade, mas dela faz parte. Palavra de Especialista!

Sindicato e Patronato: existem moedas de uma só face? Veterinaria.com.pt 2009; Vol. 1 Nº 1: jp4  (publicado em 09 de Junho de 2009) João Simões

Uma das associações que nos representam, e que com toda a certeza a maioria dos Médicos Veterinários Portugueses não está devidamente atenta é o nosso Sindicato dos Médicos Veterinários, que mantém uma página Web aberta, com cerca de 2 anos de existência, em www.snmv.pt. Seria interessante, os colegas e estudantes por lá darem uma vista de olhos. Pois observamos um sítio sóbrio onde é possível encontrar a sua génese e evolução a par da da Medicina Veterinária, entre outras informações (estão lá colocados todos os nomes das direcções!). Sabiam por exemplo que o Alvará lhe foi entregue em 1944 com publicação no então Boletim do INTP nº8, com menção expressa da sua cessação caso não cumprisse os estatutos? Ou praticasse a promoção ou auxílio a greves ou suspensões da actividade? (é necessário lembrar que perdurava o regime ditatorial da altura). Que foi esta a associação nacional encarregue das questões deontológicas e da Carteira Profissional até ao surgimento da Ordem dos Médicos Veterinários nos anos 90) ou que por sua iniciativa ”realizou-se em 1952 o I CONGRESSO NACIONAL DE CIÊNCIAS VETERINÁRIAS, cujas actas, comunicações e teses constituem em grosso volume publicado pelo Instituto para a Alta Cultura com 1432 páginas e várias fotos.” (História do Sindicato. Acedido em www.snmv.pt em Junho 09). Em Dezembro de 1990, iniciou a publicação da revista trimestral “Veterinária Técnica”, cujos números começámos a coleccionar ainda no nosso tempo de estudante! Além de Sócio (nº2519; quotas anuais de 90 € para conhecimento de possíveis novos sócios) desde do primeiro dia de ingresso na OMV, para ele fomos contribuindo com alguns artigos, 2 dos quais quando a revista deixou de ser publicada em 2006. Lembramos ainda a recepção de um calendário de Bolso do ano de 2001 (ver acima), que julgávamos poder a vir a constituir um cartão de sócio (porque não?) E pela mesma simpatia adquirida em estudante, apoiámos os nossos delegados do distrito (neste caso Bragança e a quem estimamos como colegas e amigos) em Abril de 2007, aquando da sua reeleição, a convite directo da delegação e por patrocínio de uma empresa farmacêutica. Já não gostámos quando uma outra reunião foi efectuada no primeiro semestre de 2008. Neste caso, tinha sido a empresa (também) farmacêutica patrocinadora a enviar os convites! Aproveitava-se a capacidade operacional da empresa, respondia o nosso camarada sindicalista. Quem não gosta, não deve comer, retorquiu-se. Talvez não soubesse que outros eventos menos católicos já tinham ocorrido em vários locais. Assunto para outras crónicas… Nesse mesmo ano, enviámos um outro artigo junto com uma proposta de não deixar “morrer” a revista, e sem qualquer contrapartida. mas por simples sentido de dever! Nem resposta houve… Constrangimento?: Um dos autores já tinha experimentado (há muitos anos atrás) o sabor da direcção; Nós mesmo, estávamos relacionados com o projecto Veterinaria.org, a quem foram anteriormente solicitar ajuda editorial, e a sua primeira autora representa, felizmente, o que julgamos deva ser o futuro da buiatria nacional. Porque se outros valores havia, depressa se desvaneceram… O nosso dever de sócio, esse, foi cumprido, a par com o das obrigações para a OMV, onde foi publicado na sua revista um artigo de opinião tendo como 1ª autoria um então recém-licenciado nosso, cujas capacidades de trabalho estão à vista. Não foi consequente… Outros valores se sobrepunham? A História é soberana, mesmo que se tente reescrever.
Aquilo que ocorre durante a formação profissional de um ALUNO marca-o profundamente: Essa é a primeira premissa para um PROFESSOR, FORMADOR ou ASSOCIAÇÃO PROFISSIONAL.
E para consolidação desta tese recordamos um prémio, obtido por sorteio, de uma subscrição anual da revista comercial “O Médico Veterinário” que nos foi atribuído na nossa então “Semana de Medicina Bovina”, realizada em Maio de 1992 (Vila Real). Motivo suficiente para, anos depois (já com o nosso arcabouço técnico e científico consolidado), aproveitarmos um bom trabalho realizado durante o estágio de um outro aluno nosso, para apoiarmos a revista que entretanto solicitava artigos. Provavelmente, o anglicismo reinante dos últimos anos levou a que muitos outros deixassem de lá publicar… Quanto à evolução da política editorial da dita revista e respectiva ficha técnica, a partir dessa data, está bem patente nas primeiras páginas dos números que a editora nos vai periodicamente ofertando desde então, eventualmente por gratidão… Também por todos estes factos, somos muito cuidadosos com as mentes em formação quando temos (normalmente) de recorrer a produtos comerciais. Nada como explicar o porquê das escolhas e dos usos. Não deverão ser empresas (farmacêuticas ou não) com interesses comerciais a definir, consequentemente, essas formações ou a condicionar profissões. Mesmo que alguns, enquanto formadores, não tenham pudor em manifestar bons relacionamentos com empresas ou outros achem que “a indústria farmacêutica é mais poderosa que a bélica”. Talvez até possam ter razão até certo ponto (embora gato escaldado em telhado de zinco…), mas não deixa de transparecer força condicionadora de cidadania em tempo de paz, principalmente se não houver intervenção reguladora eficaz do estado.
E, se pensarmos bem, os dirigentes/pequenos grupos de sindicatos, de partidos políticos e de outras organizações a vários níveis, já estão a ocupar as “cadeiras do poder” há 35 anos, mesmo com eleições cíclicas em democracia, formando-se "eternos" sucessores (delfins)? Já quase que ganham, por persistência, os do antigo regime…
Em que é que ficamos, afinal?

É a selvajaria … enquanto os fins justificarem os meios! Veterinaria.com.pt 2009; Vol. 1 Nº 1: jp3  (publicado em 03 de Junho de 2009) João Simões

Felizmente que vão surgindo cada vez mais sites dedicados à nossa Lusa Veterinária. É sinal de aumento de literacia digital entre nós e de que temos gente capaz entre os que se manifestam desta forma e os que são mais comedidos. Infelizmente, o que se vem passando ao longo dos anos, na Lusitânia Veterinária, não é congruente com esta constatação. Exemplos deste desfasamento são relatados através do conteúdo de alguns Websites que vamos encontrando e que traduzem, de uma forma ou outra, as arquitecturas dos interesses. Julgamos que seria imperdoável não registar, para memória futura, parte do conteúdo de um deles que procede à caricatura (depreciativa e apreciativa, consoante o objectivo do seu ou dos seus autores) de colegas que de entre nós se foram destacando, por um motivo ou por outro (“Dos fracos não reza a história”). Foi isso o que fizemos, em modo flash. Não pretendemos manifestar qualquer posição ou atingir qualquer colega ali ilustrado, até porque os últimos anos têm sido algo difíceis na nossa área.
Preferimos fazer aqui um breve memorial: Corria o ano de 1992 (se a memória não falha), quando os colegas mais ligados ao associativismo veterinário, alguns com estadia Africana, se reuniram no Auditório Municipal de Mirandela, e onde todos nós, primeiros alunos da então 2ª escola de veterinária, fomos convidados. Lembre-se a euforia reinante que os já veterinários nos incutiam. Estávamos em período pleno de vacas gordas com os então Agrupamentos de Defesa Sanitária em campo. As Clínicas e Hospitais Veterinários só alguns anos mais tarde é que começaram a adquirir a sua plenitude, eventualmente associada a uma maior evolução sócio-económica das populações. Naqueles que eram os nossos primórdios, as lutas baseavam-se principalmente (pelo menos aparentemente) contra os chamados Alveitares. Mas não poucas vezes se ouviriam estórias de colegas que mandavam chamar outros…, quando o trabalho apertava ou não interessava (alguns, mas não todos, à semelhança dos tempos de Ultramar, dizia-se). Quase paralelamente, seriam também os Engenheiros zootécnicos concorrentes directos. Uma parte dos colegas trabalhava (legitimamente) com eles, outros não queriam. Com a difusão de novas competências académicas e profissionais começaram a surgir outras Engenharias de cariz sanitarista. Multidisciplinaridade? Complementaridade? Competição? Tudo era (de)apreciado. Mais recentemente, surgiram os enfermeiros e técnicos veterinários. Alguns colegas, tidos como eruditos e disponíveis para as soluções da classe, chamam-lhes em privado os novos Alveitares, enquanto que em público os acariciam (negócios de formação?)… Pura ilusão dos veterinários e colegas de outras profissões que se deixam seduzir por toda esta argumentação. Basta ver o que se vai passando na maioria das Ordens Profissionais. Também podemos afirmar, que muitos licenciados não o são na área que pretendiam ou para a qual sentem vocação. Sem contar com aqueles que vão descobrindo as suas aptidões ao longo da sua formação, a muitos sentimos o desejo íntimo de ser médico, veterinário, engenheiro ou outro. O problema não está nessa motivação (quantos colegas nossos têm 2 cursos? Bastantes!). O real problema é quando projectam essas frustrações, por não seguirem ou poderem seguir a sua natural vocação, usando os recursos que têm disponíveis em determinado momento. Outros, geralmente (muito) mais eficientes e poderosos, simplesmente se habituaram a “gerir” o trabalho dos “subordinados”. Primeiro para se salvaguardarem nos seus lugares, depois para garantir a continuidade… do grupo (Quem pensa como o Chefe está mais perto de ser subchefe). Pois é! Já em 2006 se começaram a intensificar os procedimentos para os jogos palacianos. Foi o que se viu! E ainda faltará muito para ver! Se disso houvesse dúvidas, as mobilizações (geralmente organizadas sem alaridos) que dão lugar a anúncios de solução sempre apresentados de forma efusiva quanto baste, invocando este e aquele recurso, não causariam tanta apatia… Existe, entre nós, muita gente com comportamento correcto (sabem que, o que constrói um país é o trabalho honesto), onde aliciamentos e retaliações não têm lugar. Todos sabemos onde estão! Não seria preferível desenvolver um espaço, onde esses e os mais novos (sem vícios e ódios de décadas!) pudessem contribuir para o bem comum? Que se deixe trabalhar livremente quem quer e que não se instrumentalize o trabalho! Basta ver o que aconteceu nos últimos meses quando o modelo económico internacional vigente ameaçou ruir: tiveram os governos de intervir com autênticas nacionalizações, a começar pelos mais liberais. E no caso das associações profissionais em crise, a nacionalização pode ocorrer sem ser formal. Basta a legislação e regulamentação de alguns pontos-chave. Mas todos sabemos disso! E é por isso, que em determinados momentos (-chave ou simplesmente de pressão?), uns estão (formalmente) num local e o seu espírito noutro! São os já tão conhecidos (arte)factos induzidos.
Realmente, a justificação dos meios pelos fins é um autêntico sacrilégio contra aqueles que altruisticamente se prejudicam ou mesmo dão a vida, em casos extremos, para benefício de terceiros, que por vezes nem conhecem. Sim, ainda existem!

2- A prata: bandeja ou 30 moedas? Veterinaria.com.pt 2009; Vol. 1 Nº 1: jp2  (publicado em 27 de Maio de 2009) João Simões

Com alguma admiração verificámos, um destes dias, que afinal guardámos as Cédulas Profissionais enviadas pela nossa Ordem (Médicos Veterinários) desde 1993, ano em que nos licenciámos. Ao longo destes anos, o seu design pouco mudou: foi reapreciado imediatamente em 1994, com mudança de logótipo e alteração da data, e em 2008 já tinha sido introduzido um holograma, não fosse haver contrafacção (da CP, entenda-se)! Ao fazer as contas, observámos também que estes 17 anos corresponderam a 2550 euros de quotas, mesmo considerando juros de mora irrisórios. Não choramos esse dinheiro, tenha ou pudesse ter sido bem aproveitado!  É uma tristeza ver muitas das Ordens em desordem. Assim é, e será, enquanto os fins forem justificação para os meios … Poderíamos até ter dado conta destas evoluções (do design e do custo) a algum colega do lado, mesmo que mais velho, bastaria folhear um dos números das nossas revistas (também fazemos colecção, pelo que não os devolveremos mesmo que nos peçam com souplesse). Mas poderiam esses (e outros!) levar a mal, e lá teria de surgir uma errata num dos futuros números, o que seria um (eventual) constrangimento, para amigo(a) de amigo(a)! Preferimos mostrar essa evolução (também) aos nossos alunos e aos nossos conterrâneos latinos (e outros, desde que saibam ler e não queiram ser cegos), e servida em bandeja de Prata! Sempre a podem comparar com a deles. Esta é de contraste verdadeiro (leia-se legítimo) da casa da moeda. Corresponde ao torneio (3º lugar) de Sueca do Bairro (viva o Sporting Clube de Portugal para os adeptos), sem necessidade de financiamento (leia-se retorno) de empresas/outros, nem estratagemas ditados por ambições pessoais ou corporativas (leia-se pequenos grupos, dentro de grupos), mas simplesmente por paixão de divertimento. Já antes tínhamos partilhado um leitão e um cordeiro (1º lugar), bem inspeccionados diga-se. O convívio foi bom, com parabéns aos cozinheiros de serviço. Já nos esquecíamos: estavam lá Veterinários, Médicos, Políticos e Assessores, Engenheiros de diversos tipos, Técnicos auxiliares, Patrões e Assalariados e desempregados. De farmacêuticos não me lembro. Alguns membros da família também marcaram presença, uma vez que os bairros são próximos. Os tachos, bandejas e serviços eram feitos em inox e ninguém pagou (ou recebeu) 30 dinheiros para ganhar (no futuro espectável) mais algum; nem mesmo os desempregados para ganhar algum, embora estes últimos perguntassem por oportunidades. E como os outros, também precisam de (sobre)viver. Assim se distinguem os Homens!

 E no Princípio era a anti-matéria ... Veterinaria.com.pt 2009; Vol. 1 Nº 1: jp1  (publicado em 26 de Maio de 2009) João Simões

A VI edição dos Jardins nómadas decorrente do Dia da Cidade de Mirandela - Cidade Jardim de Trás-os-Montes, serviu de mote para o arranque desta secção. É com estas flores e arbustos, que os jardins da nossa cidade são renovados. Pode a Razão e a Fé coexistirem? O espírito cientifico é condição do ser inteligente! Mas é a capacidade de inovar a partir de "arquivos" de memória que distingue o homem e o animal (irracional?)? Ou será a Esperança face ao incontrolável que determina esta distinção? Quando a esperança deixa de existir, o que sobra?A esperança fundamenta-se na , que pode ou não ter cariz religioso! E no princípio era o Verbo!

 
   
   
   
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